6 problemas de saúde que só afetam mulheres e porque você deve se prevenir!

A saúde deve ser sempre a preocupação maior na vida de todas as pessoas. E com nós, mulheres, os cuidados são ainda maiores.

Nosso organismo guarda muitas características exclusivamente femininas: as mudanças na puberdade preparando para a vida sexual, o tão temido e tão individual ciclo menstrual, a gravidez e a maternidade.

Tudo isso apoiado em um aparelho reprodutor de altíssima complexidade, com uma vida moderna estressante. Diante disto, eu separei 6 problemas de saúde que só afetam mulheres e porque você deve se prevenir!

1 – Câncer do Colo de Útero

Este é o segundo tumor mais frequente entre as mulheres, perde apenas para o Câncer de Mama (que não vou falar aqui, afinal ele é da primeira aula de cuidados femininos com a saúde, não é?).

É ocasionado principalmente pelo HPV e pode demorar de 10 a 20 anos para se desenvolver. A forma de prevenção é fazer o exame Papanicolau regularmente – sim, aquele exame – para verificar a presença de células cancerosas e a coleta de amostras para verificar a presença de HPV.

O Câncer de Colo de Útero, se não for tratado, pode evoluir para o Carcinoma do colo uterino (tumor maligno).

2 – Candidíase Vaginal

É uma infecção causada por fungos cândida que costumam existir, de uma forma controlada pelo nosso sistema imunológico na vagina (entre outras regiões). O uso de alguns antibióticos e medicamentos pode permitir que os cândida se multipliquem, provocando a doença.

Você pode prevenir a Candidíase Vaginal através do cuidado no uso de antibióticos e anticoncepcionais, com a higiene, evitando o uso constante de absorventes internos e de roupas apertadas.

3 – Endometriose

É a doença causada pelo deslocamento de tecido do endométrio para fora do útero – tecido que reveste internamente o órgão – e podendo se instalar em diversas partes do corpo e, dependendo da região, tem um tratamento específico.

A Endometriose é hoje considerada a doença da mulher moderna, pois uma das prováveis causas é o retardo na gravidez ou a decisão de não ter filhos. E também pode se desenvolver por histórico de mãe ou irmãs com a doença.

Alguns estudos apontam que 50% dos casos de endometriose podem provocar infertilidade. A prevenção se faz com hábitos saudáveis de alimentação e atividade física e a visita regular ao ginecologista, além de prestar muita atenção aos possíveis sintomas.

4 – Mioma

É um tumor benigno no útero, que atinge normalmente as mulheres de 30 a 50 anos e que costumam ser assintomáticos na maioria dos casos.

A origem é genética e os sintomas, e se forem pequenos e controlados por ultrassom, os miomas não precisam de tratamento. Porém, os maiores precisam ser retirados e, em estágio avançado, retirar o útero. Podem causar aumento do útero e infertilidade.

A melhor forma de evitar é fazer as visitas regulares ao ginecologista e reportar os sintomas. Entenda mais sobre mioma, seus tipos e como se cuidar.

5 – Síndrome do Ovário Policístico

É um problema metabólico e a mulher pode desenvolver cistos nos ovários, aumentando seus tamanhos.

As mulheres com ovários policísticos têm ciclos menstruais irregulares e dificuldade para engravidar, além de desenvolverem resistência à insulina, o que pode causar diabetes.

Não há uma forma de prevenção nem exatamente a sua origem, apesar de suspeitas de que a doença possa ter causas genéticas. Apesar disso, há tratamentos para a diminuição e controle dos sintomas.

6 – Vulvovaginite

É uma alteração inflamatória ou infecciosa da vulva, da vagina e do colo do útero, causada por bactérias, protozoários e fungos ou alteração da flora bacteriana local.

Ocorre principalmente em mulheres na idade reprodutiva e também associada à baixa de imunidade – e neste caso ela não é contagiosa.

Para o tratamento são utilizados antibióticos, antifúngicos, corticoides, estrogênio, higiene local, banho de assento e uso de roupas adequadas.

A prevenção pode ocorrer evitando roupas justas na região genital, roupas íntimas de tecidos sintéticos, sexo sem camisinha e uso de absorventes diários.

 

Podemos ver como é primordial que toda mulher visite o seu ginecologista a cada 6 meses, para relatar sintomas, prevenir e detectar precocemente algum problema que possa levar a algo mais grave.

 

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