A importância da empresária focar também a vida pessoal

Nós mulheres estamos conquistando um espaço cada vez maior nas sociedades, não só na mudança de costumes, permitindo que homens e mulheres possam viver suas experiências emocionais, mas principalmente no mercado de trabalho e no empreendedorismo.

Sabemos que os desafios ainda são muitos, tudo evolui ainda em um ritmo mais lento que merecemos. Uma pesquisa recentemente feita pela Catho mostra que ainda existe uma diferença salarial de até 53% entre homens e mulheres, em que pese a nosso nível médio de escolaridade ser superior aos dos homens.

E muitas de nós, cientes das nossas competências, queremos fazer acontecer mais rápido e melhor. O Empreendedorismo é um caminho válido. Porém, precisamos lidar com muitas responsabilidades que acabam tendo mais prioridade – afinal, o conforto e os sonhos pessoais estão nas noites e fins de semana de trabalho.

É preciso conciliar, fazer com quem cada lado – trabalho e vida pessoal – seja valorizado para que convivam em harmonia e equilíbrio.

Vamos falar da importância das empresárias em focar também a vida pessoal. Nela estão os maiores prazeres e alegrias, que nos completam e são o combustível para pegar nossa bolsa de manhã com mais satisfação.

O mundo dos negócios e a vida pessoal – uma balança difícil de equilibrar

Saindo do mundo corporativo com salários menores; uma necessidade constante de provar que é tão competente quanto o colega do lado na mesma função; perspectivas menores onde os homens ainda são maioria – 37% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.

Este é o cenário de milhares de mulheres que querem vencer no negócio próprio e tem vivência profissional para atingir.

Porém, protagonizar no mundo dos negócios tem muitos e grandes desafios. Ser a voz final de todas as decisões que podem levar a empresa ao lucro ou prejuízo, contratar pessoal, cuidar das rotinas administrativas do negócio, negociar com clientes e fornecedores. E dedicar muito mais tempo e esforço para ter sucesso. Isto cria o que mais tememos: priorizar o trabalho, onde não podemos correr o risco de falhar e não ganhar dinheiro.

Acaba sacrificando a vida pessoal, criando em tantas mulheres a insegurança se está conduzindo a vida profissional adequadamente, questionar se será capaz de atingir seus projetos e sonhos pessoais, o que no fim acaba voltando na forma de desmotivação com a rotina profissional.

É um ciclo perigoso, onde os dois lados podem perder.

Dê mais foco à vida pessoal. E a vida profissional agradecerá

Independente do nível de satisfação que temos com a vida profissional, é na vida pessoal – emocional e material – que depositamos os nossos maiores sonhos e desejos.

Afinal, como nossas avós diziam: trabalhe para viver, não viva para trabalhar.

Não se trata de dar menos valor ao trabalho, afinal ele foi arduamente conquistado e paga as contas. Mas equilibrar a balança, e obter prazer dos dois lados.

1. Uma reflexão sobre a importância da vida profissional

Muitas vezes fazemos as coisas no automático, guiadas por tendências ou um senso comum. Mas o que realmente buscamos na vida profissional? Retorno financeiro para viver os projetos pessoais? Plenitude aliada a este retorno? Ou nos provar capazes de ter sucesso que não pudemos ter no emprego?

Ter dinheiro e fazer o que gosta são motivos legítimos. Mas se a terceira alternativa existir, talvez seja o sinal para repensar o esforço e tempo que estamos gastando para ter uma empresa.

2. Limite financeiro necessário

Lutar para ganhar 20.000 por mês pode exigir um desgaste tão grande que pouco dele se aproveite. Será que 10.000 não garantem uma vida sonhada? Esta redefinição pode mudar muito das suas prioridades, do tempo dedicado e dos riscos assumidos na empresa.

3. Limite físico necessário

Sim, precisamos limitar horas de trabalho, dias por semana, aprender a pegar a bolsa sem olhar para trás. Uma boa lista de responsabilidade x urgência vai mostrar que muita coisa pode ficar para amanhã sem prejuízo e aumentar o tempo para a vida pessoal. A ansiedade que o tudo ao mesmo tempo agora que a vida moderna nos impõe rouba muito da nossa qualidade de vida.

  

4. Sem medo de sentir prazer

Existe um senso comum de no pain no gain na vida de um empresário. Nada mais longe da necessidade (salvo situações financeiras extremas). Até porque a vida é o que acontece enquanto fazemos planos (John Lennon). Não é uma poupança pra um dia desfrutarmos. Se permita pegar o filho na escola uma ou duas vez na semana, ou sempre se puder. Se permita ir ao cinema em um dia que normalmente você estaria à noite na empresa. São estes momentos de prazer que vão consolidando a importância que a vida pessoal sempre teve mas estava sacrificada.

Aqui, vou dar um exemplo pessoal. No ano passado, eu estava em crise na minha empresa. Problemas financeiros por imprevistos (e mal previstos) e mil coisas acumuladas (a maioria pessoais) para fazer me deixavam muito mal, insegura e infeliz. Depois da insistência da minha coach, me afastei por uns dias e fui para uma pousada maravilhosa numa linda cidade na montanha chamada Visconde de Maua para recarregar as baterias. Quando retornei, estava com mais foco e energia e em 45 dias após essa viagem, tinha conseguido redefinir muitas coisas e resolver todas.

5. Esquecer a culpa pelo que foi e pelo que vier

Mais do que as decisões, o importante é estar bem com elas. Com o espaço profissional bem definido e limitado e conquistas pessoais de resgate, não há porque aceitar que digam que você trabalha menos. O que não é verdade.

Você trabalha melhor.

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