Você dirige? Conheça o crescimento do espaço feminino no volante!

Se nós conseguimos conquistar e crescer em todos os setores da sociedade, tem um aspecto da vida diária e profissional onde sempre fomos marcantes, demoramos décadas para firmar isso e hoje é uma realidade longe dos velhos mitos: a direção de veículos.

Já vão longe os tempos em que o lema no trânsito era mulher no volante, perigo constante – e quantas vezes um colega engraçadinho falou isso entre risadas no escritório… mas os números provam o contrário!

Felizmente a sociedade está mudando com relação a este direito. Você dirige? Conheça o crescimento de espaço feminino no volante!

Vamos derrubar os mitos das mulheres no volante!

Ainda hoje – e felizmente cada vez menos – muitos homens insistem em criar mitos em torno das mulheres motoristas.

Até poucas décadas atrás, dirigir veículos era uma atividade masculina, com tudo de herança masculina que isso poderia trazer: uma direção mais agressiva, fruto de uma pressão cultural para que os homens sejam corajosos e flertem com o perigo.

Os meninos eram criados em torno de carros na brincadeiras e cresciam com uma obrigação moral de aprender e sabe dirigir. O espaço para as mulheres era pequeno, e a direção mais calma e concentrada fazia com que mitos fossem criados para desestimular a igualdade.

Além disto, nós mulheres, por mais que queiramos adquirir um automóvel, não vemos eles como objetos de desejo na proporção dos homens. Ainda encaramos como o que são: meios de transporte que precisam de cuidados, projetando menos anseios e impulsos no volante.

  • As mulheres, por serem mais detalhistas e cuidadosas, provocam menos acidentes por imperícia ou infrações. Apenas 1 entre 5 pessoas envolvidas em acidentes fatais em São Paulo em 2017 era mulher.
  • As mulheres apresentam um comportamento menos agressivo, com mais paciência e civilidade – sem no entanto perder a capacidade de reação e arrojo.
  • Os valores de seguros automotivos para mulheres são entre 15% e 20% menores que seguros para homens nas mesmas condições. Isto é um reflexo da incidência menor de acidentes.
  • Outro aspecto positivo é o cuidado maior das mulheres com a manutenção dos veículos. Isto acaba refletindo em menos acidentes por falhas mecânicas.

Diante desta realidade, se você sente que é uma motorista inferior a um homem, é importante lembrar: ainda existe um condicionamento social para isto. A realidade é bem diferente!

As recentes conquistas femininas no volante!

Nós mulheres só aumentamos o espaço no trânsito de todas as cidades, e felizmente com iniciativas muito bonitas e uma qualidade maior na direção.

Taxistas

As mulheres representam 10% da frota de taxis da cidade de São Paulo e é um número que vem crescendo a cada ano.

Lady Driver

É o primeiro aplicativo estilo Uber exclusivamente para motoristas e passageiras mulheres, em São Paulo. Em meados de 2017, já eram quase 4 mil afiliadas em São Paulo e mais de 10 mil em Guarulhos.

Femitaxi

É outro aplicativo exclusivo para mulheres ao volante e passageiras. Criado em 2016, hoje o serviço conta com cerca de 1200 profissionais e uma carteira de 25 mil passadeiras em 6 cidades brasileiras e com planos de expansão em 2018.

E o mais impressionante: 40% do público é de crianças e adolescentes. Isso se explica: o serviço oferece transporte de delas sozinhas, com monitoramento a distância dos responsáveis!

Uber

A pioneira nos aplicativos de transporte de passageiros estima que até 2020 o número de mulheres trabalhando com o serviço chegará a 1 milhão em todo o mundo.

Caminhoneiras

Nem a grande reserva masculina resistiu à competência feminina! Hoje somos 6% dos profissionais do setor, e 6,5% das 3 milhões de pessoas habilitadas a dirigir caminhões e carretas!

 

Esperamos que essas informações tenham animado você a tirar sua carteira de habilitação. Uma ótima forma de se preparar para isso, além do estudo e da prática, pode ser esse Simulado Detran SP.

Podemos ver nestes números e fatos que a força das mulheres chegou ao trânsito e às estradas como agentes ativas da economia e não apenas sentadas no banco de trás.

Mais uma conquista feminina!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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